Sábado, Março 29, 2008

The Mysterious Remix of Mystery Jets

E o suspense envolvendo o remix do Switch para o Mystery Jets? A banda, que teve seu segundo álbum 21 produzido por Erol Alkan, postou hoje na sua página oficial do youtube um teaser de dois minutos com o remix de “Hideaway” do produtor inglês.

No meio de imagens de aviões, espaçonaves e explosões há todo um clima Star Wars mostrando uma das mais promissoras intro do ano. Adoro a combinação vocal da banda.



O IHEARTCOMIX disse que ninguém, a não ser os envolvidos, possuem a versão finalizada, mas dizem que o Erol Alkan tocou a faixa no programa da Annie Mac dessa noite, apesar de não constar no tracklist do show. Só precisamos esperar vazar, porque essas coisas sempre vazam. É internet.

OBS. Eu sinto falta do “pai” na banda. Ele era o mais legal.

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REMIX | SPECIAL | CSS

Remix, uma das ferramentas mais importantes na música atual. Vista também como forma de divulgação de novas bandas, ela tem se tornado cada dia mais acessível ao público comum devido à multiplicação de blogs que, muitas vezes ilegais, disponibilizam MP3s sem custo nenhum ao leitor. Artistas antes não conhecidos podem se tornar a sensação do momento após assinar um remix para a pessoa certa.

E a cada dia que passa se torna mais fácil entrar nesse mundo. Softwares como o Ableton correm a internet exigindo apenas paciência para o usuário dominar suas funções e dar seu toque pessoal as a cappellas espalhadas em redes Peer2Peer e B-sides de singles.

E o Brasil está bem representado na união desses dois mundos, seja no maximal dos fluminenses do Twelves, no electro house cheio de recortes do Database, no pop eletrônico do Cansei de Ser Sexy, no minimal para as massas de Gui Boratto, entre outros artistas que também aparecerão nesse especial ao longo dessa semana, respondendo as mesmas perguntas sobre técnicas e truques.

ADRIANO CINTRA
Quem começa a ciranda de entrevistas é Adriano Cintra. Adriano é líder, produtor e o homem dos remixes por de trás da principal banda brasileira no mercado externo, o Cansei de Ser Sexy.

Com uma currículo de remixes invejável, o produtor paulistano tem uma lista de encomendas mais extensa que seu tempo livre, isso porque suas produções já foram publicadas nos principais blogs e publicações do mundo. Adriano dá preferência a remixar as músicas sem conhecer as originais, porém mantém sua estrutura e aponta o Metronomy como melhor ‘remixer' dessa nova geração.

Quando artistas encomendam remixes eles costumam pedir mais ou menos o que querem?

Pra mim não. Minha profissão não é remixer, eu sou produtor do CSS, então quando as pessoas me pedem um remix acho que esperam algo com uma pitada de CSS. Visto que CSS pode ser qualquer coisa, então eu tenho bastante liberdade pra fazer o que eu quiser.

Qual é a grande diferença entre um remix autorizado para um não-autorizado?

Bom, autorizado é quando o artista te contrata pra fazer um remix? Acho que é isso.

Já tiveram a experiência de ter algum remix recusado pelo artista? E como reagiram?

Eu acho que remix não é publicidade, que tem que haver uma aprovação. Se a pessoa te paga pra fazer um remix isso quer dizer que ela conhece seu trabalho e tem vontade de ter alguma colaboração sua.

Qual artista novo que remixa muito bem?

Metronomy são meus favoritos. Eu queria ter uma banda com eles.

Qual música você quer muito remixar?

"We Are The World".

Qual o seu estilo de remixar: prefere dar um boost na faixa original ou prefere deixá-la irreconhecível?

Eu prefiro nem conhecer o original pra remixar. E gosto de ter só o vocal. É como eu trabalho. Eu peço só a voz e a partir dela construo a harmonia, o ritmo. Eu preservo a estrutura da música e faço a minha versão da faixa.

Seu top 5 de remixes próprios (se você puder fazer uma pequena descrição do que você fez na faixa e porque você gosta ia ser ótimo).

Ai, eu geralmente curto os últimos que eu fiz. No momento são:

- "Wow", da Kylie. Fiz em quarenta minutos, detestei, fiquei com vergonha. Daí a Kylie em si gostou tanto que quis por no lado A do picture disc. Daí eu ouvi de novo e gostei, ficou meio Paula Abdul.

“Funplex" do B-52's. Acabei fazendo a besteira de ouvir a faixa original e não tive opção, tive que por a guitarra. Maldita guitarra, gruda que nem chiclete.

- "Pogo" do Digitalism. A Kitsuné me encomendou esse remix e eu gravei tudo acústico, bateria, baixo, guitarra, microkorg. Tudo tocado, como se fosse uma banda de rock.

- "Foundations", da Kate Nash. Tá, eu nunca tinha ouvido essa música. E pelo andamento, eu tinha duas opções: ou fazia um drum'n'bass ou um reggae. Fiquei com a segunda opção, até porque eu não conheço muito reggae e inventei um da minha cabeça.

- "I Go To The Doctor", do Tetine. Eu amo os Tetines. Essa faixa é foda, com a Deize. Daí não sei porque eles me mandaram no CD umas vozes da Eliete de uma outra faixa e eu fiz uma coisa meio o mashup da K!rilltina que eu tinha feito ano passado com o podcast da House of Palomino. Ficou massa.

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These New Puritans - Beat Pyramid

Ultimamente, bandas acreditam que o "não se levar a sério" seja uma idéia certeira que tira todo o peso de cobranças tanto musicais quanto ideológicas. Só que se esquecem do charme daqueles que realmente acreditam no que estão fazendo e se envolvem o máximo que podem na busca da definição de seu estilo.

George Barnett, Thomas Hein, Sophie Sleigh-Johnson e Jack Barnett são conhecidos como These New Puritans e acreditam estar fazendo algo novo e único. Formados no meio de 2005, a banda teve a primeira exposição na mídia na compilação Digital Penetration Vol. 1, ao lado de Shitdisco, Klaxons, Crystal Castles e New Young Pony Club, no começo do ano seguinte. No meio de tanta música para divertir, esses pequenos novos pretensiosos se destacaram com a mistura pós-punk eletrônica.

Com a produção de James Ford (Simian Mobile Disco), eles lançaram “Elvisss”, que varreu clubes ingleses com seu baixo pulsante e vocal distorcido. Mais ou menos nesse tempo eles foram descobertos pelo mundo fashionista quando Hedi Slimane os chamou para fazer uma música de 15 minutos em seu destile de outono da Dior Homme de 2007.



Clipe da nova versão de "Elvis", lançado no começo de 2008

MISTICISMO E ROCK DE CONCEITO
Agora, no final desse mês, eles lançam seu conceitual álbum de estréia, Beat Pyramid. Das 16 faixas, apenas 12 delas são músicas. Algumas são idéias pretensiosas como a faixa “4”, onde um grunhido extremamente baixo é distribuído nos seus oito segundos de duração. De estética artística também está "..ce I Will Say This Twice" que é um complemento da última do disco “I Will Say This Twi...”, na qual um sintetizador grave esconde a quase robótica voz de uma mulher dizendo o exato nome da faixa.

A sonoridade do These New Puritans é calçada no inconformismo punk do The Fall misturado a samples falhos e batidas crypto-funk. O ar místico da banda vem de letras fortemente influenciadas por poesias do século XIX - como em “Numerology aka Numbers”, primeiro single retirado do álbum -, sentimentos e sensações não ligadas a músicas (eles citam “ouro, favela e florestas”).

Apelando para a repetição de frases de impacto que irão garantir pelo menos dois dias de eco nos canto mais escuro do seu cérebro, a banda forma vários semi-hits pouco palpáveis. “Infinity Ytinifni” possui o anti-refrão mais sufocante dos últimos tempos, onde no meio da sujeira musical surge uma voz desesperada repetindo “Infinity is not as fast as me” (infinito não é tão rápido quanto eu). Acelerada, quase punk, é a “£4”, que tem em seus dois minutos em quatorze segundos mais de 100 repetições do título, sendo interrompido por um passageiro solo de guitarra. Entenda solo como a simples mudança de acordes primários numa guitarra repleta de reverberação e distorção.

MENOS VIRTUOSISMO, BEM MENOS
As comparações com o Joy Division sempre existiram, talvez mais pelo visual do vocalista Jack Barnett e por seus movimentos tímidos no palco, do que pela música em si. Porém, em “MKK3” o TNPs mostra como seria o pós-punk feito em época atual como se o movimento tivesse acabado de surgir. Nada daquelas produções perfeitas e virtualmente dark a la She Wants Revenge que se estendem em silêncio, pois menos de dois minutos são suficientes para o pesado baixo, a bateria seca e o sintetizador estourado que te introduzem na mente geniosa e arrogante de Jack.

Se a M.I.A. fosse menos pop, “Swords of Truth” poderia ser um brilhante single em sua voz. As cornetas que envolvem a música denunciam a improvável influencia dos rappers do Wu Tang Clan, porém o rap aqui é substituído pelo modo Mark E. Smith de pronunciar frases numa mistura de fala e canto. Pode ser que essa repetição barulhenta não agrade aos ouvidos mais pops, porém como eles dizem na ótima “C. 16th” "no história, as pessoas falarão que estávamos certo" (in the history, people will say we were right). Vamos dar tempo a esse fantástico quarteto de Essex.

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Quinta-feira, Março 27, 2008

POBREZA: Emo vs "Punk" (Tudo mexicano)



Visão do inferno!

Sem vacilar, mano

A Comunidade Nin-Jitsu, do fantástico Chernobyl, está lançando álbum novo. E escolheram “Sem Vacilar” para ser a música de trabalho (já que no Brasil não existe mais single) e para celebrar a decisão, um excelente remix do trio sueco The Touch roda a rede (do rei de roma).

A história, segundo a assessoria da banda, é essa:

“Tudo começou quando o Chernobyl foi tocar em Gotemburgo, Suécia. Ele se apresentou com o DJ local Nibc e com Radioclit (UK) em um club chamado The Eye em agosto de 2007. DJ Nibc, que é dono do selo Trunkfunk Records, adorou o set de baile-funk com electro de DJ Chernobyl, e logo teve a idéia de chamá-lo para remixar seu próximo lançamento: "Le Night Dominator EP" do The Touch.”

Depois vem aquele papo de uma mão lava a outra e kazum! O remix nasceu pronto pra pipoca.

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Nano-Celebrity lookalikes

Acho a Mallu Magalhães boazinha. Sério. Vi um show dela no Milo com maior má vontade e tirando os defeitos de um Milo cheio + banda completa e exagerada e sistema de som ruim, ela fez um show bacana. Não gosto que ela é autista e fala meio emoções-sintéticas, mas respeito a guria. Ela deve ser católica...

Mas, hey, esse não é o ponto deste post. Como vocês devem ter notado no título, esse é mais uma fantástica montagem do (trombetas, por favor) Nano-Celebrity lookalikes! E segundo uma galera, além de dividir um rosto angelical e mega parecido, a Jodie Foster e a Mallu tem uma preferência em comum...

Jodie Foster VS Mallu Magalhães
Folk off, não é mesmo?

Old People Can Make You Dance

Em 2007 eu nem sabia quem era o B-52’s direito. Em 2008 eu não consigo pensar numa banda mais divertida que eles. As coisas mudam, não? Eu por exemplo, era magro e humilde até ontem, vejam só! (risosrisosrisos)

E olha que legal, finalmente lançaram o (tosco) clipe de “Funplex”. Não sei eu gosto mais da parte que a atendente faz black bitch moves para falar “What lady?”, dos efeitos especiais saídos direto de um Windows 98 ou do quarteto super-sentindo as vibrações da música dançando com as mesmas roupas da capa do CD.

Sabe que eu gosto também? Dos remixes que acompanharam o single. Eu achei legal o jeito que eles escolheram artistas gays atuais que meio que representam o que eles foram numa longínqua década. Tem a Peaches, o Scissor Sisters e o CSS (sabia que não pode chamar mais de Cansei de Ser Sexy?) botando a terceira idade pra sacolejar.




PS. Funplex, o álbum, é surpreendentemente bom! Corre e procura pelo seu.

Segunda-feira, Março 24, 2008

Recado do Adriano do CSS

"Adriano Cintra diz: http://mtv.uol.com.br/mtvoverdrive/?id=101315
A gente malhando o judas, vê lá!"

Eu tentei ver, mas o MTV Overdrive apresenta uma série de problemas estranhos que impedem o crescimento de sua audiência. Vou esperar alguém colocar no Youtube...

Mas e aí? Quem viu achou o que? Conta pro Boneco contra-ataca?

-------------------------------------------------------------------------------------- edit

Ae, alguém fez o trabalho sujo que é enfrentar o site da MTV e postou o vídeo do CSS versus Judas! E pra variar, o resultado é bem divertido. O video é narrado por aquela mesma voz dos programas do Hermes e Renato que dá um ar muito mais safado a coisa toda.


(A parte que eu me refiro começa aos 4m45)

Quem tem medo do terrível monstro do agasalho vermelho que rouba dinheiro de bandas? Esse povo é muito criativo, putaquepariu!

DJ Chernobyl - Quem tem medo de baile-funk?

O som dos bailes funk ainda assusta muitas pessoas. Talvez a falta de visão dos produtores originais que se limitavam a infinitas e exaustantes repetições de samples tenha criado esse repúdio ou, numa teoria mais simples ainda, puro preconceito ao som do gueto nacional. No entanto, essas duas teorias não se aplicam a um movimento em grande ascensão conhecido como neo-funk, onde uma levada nova de produtores (nacionais e internacionais) conseguem dar sobrevida aos tambores apostando na junção de estilos (considerados) mais nobres.

De Porto Alegre, talvez o lugar menos provável para a criação de funk, surge Fredi “Chernobyl” Endres. Quer dizer, essas idéias de misturar funk com outra coisa, no caso rock, não é nenhuma novidade para o produtor. Em 1995, sua banda Comunidade Nin-Jitsu já o fazia, com o mesmo despreparo e impertinência dos curitibanos do Bonde do Rolê. Fato, que aproximou Chernobyl do então trio assim que ele ouviu as demos do descontraído projeto e acabou gravando, produzindo e mixando as demos e grande parte do álbum de estréia dos brasileiros na gravadora Domino.

Desde então, já tocou ao lado de Justice, Simian Mobile Disco, Beastie Boys, Iggy Pop e muitos outros em grandes festivais ao redor do mundo. No Brasil, compilou as faixas para a coletânea “Neo Funk” lançada pela major Som Livre que tentava explicar o que de nova tem nessa cena - os exemplos foram dados através de músicas do Montage, Impostora e do próprio Bonde.

Nessas últimas semanas, sua última mixtape rodou os maiores blogs internacionais e alcançou até agora mais de onze mil downloads (sem contar streams). Chernobyl prepara-se então para lançar o próximo álbum da Comunidade Nin-Jitsu e se firma como produtor ao lado dos gringos Diplo e Sinden.

Apesar do funk ser uma novidade fora do Brasil, aqui ele já é um movimento bem definido, e limitado se levar em consideração o original que é feito nos morros. A Comunidade, o De Falla foram os pioneiros a misturar o rock com os tambores, mas até isso já virou lugar comum. Qual você acha que será a próxima mistura a revitalizar o estilo? Pra onde o funk pode expandir?

Acho que o futuro é isso que eu chamo de Neo Funk, produções que entram na vibe do electro, batem na pista como música eletrônica, fogem das métricas convencionais de rimas do funkarioca e pesam como o rock. Essa maneira de produzir/tocar fez com que o povo japonês e o povo sueco se identificassem muito com o pancadão na minha última tour. O tamborzão é uma batida 100% brasileira, veio do miami-bass que se fundiu com o balanço carioca, as novas misturas ampliarão os horizontes pra galera que produz e toca aqui. Por enquanto, está mais fácil para os gringos aceitarem a mistura do que os brasileiros, porque no Brasil tem gente preconceituosa que ainda não sabe que o pancadão chama-se “baile-funk” no exterior e é tido e respeitado como o uma ramificação do electro criada no terceiro mundo, ou como uma espécie de hip-hop doido com Indie rock.

Qual foi sua inspiração para produzir o álbum de estréia do Bonde do Rolê?

Eles tinham semanas de vida, ouvi o MySpace deles (uma demo tosca) e acreditei na despretensão sonora com fusão de estilos. O BDR me lembrou a Comunidade Nin-Jitsu quando ainda não tínhamos contas pra pagar no fim do mês, antes de virarmos “adultos”. Me ofereci pra produzir de graça, só pelas passagens aéreas, me mandei pra Curitiba e montei um home-studio no apê dos caras. Pintei na jogada pela minha experiência, eu precisava fazer o som soar profissional, mesmo tendo uma vibe trash.

O que aconteceu é que o mundo inteiro aceitou, entrou na viagem. Todas misturas que o Bonde fez eu já havia feito na vida, isso ajudou muito os caras, eu sou familiarizado com o pancadão e suas ramificações. Diplo entrou na jogada quando tudo já estava pronto, até mixado, só tendo o trabalho de prensar e divulgar pelo selo dele.

Depois disso, o grupo me chamou para produzir o segundo álbum, o primeiro em CD: With Lasers (Domino Records), no qual sou responsável por oito faixas e toquei todos instrumentos, não usamos samples.

Quais são os pontos altos dessa geração conhecida como neo funk?

O ponto alto é o background roqueiro e eletrônico que gera uma mistura interessante. A nova geração se criou ouvindo Nirvana, Snoop Dogg, etc...isso faz com que suas composições fiquem completamente diferentes (não necessariamente melhores) das dos DJs tradicionais do Rio.

Quais são os produtores nacionais de funk mais criativos?

O DJ Batata, que faz as bases da Tati Quebra Barraco, é um cara muito bom, revoluciona com samples inusitados. O Sany Pitbull é um monstro, um fenômeno tocando ao vivo com seu sampler. DJ Duda (ex-Bonde do Tigrão) também produz e toca muito bem, tem muita parada miami-bass no que ele faz.

Baltimore é uma influência sua? E o Miami Bass surgido nos anos 90?

Baltimore não me influenciou em nada. Gosto, acho que “é da turma”. O miami-bass é uma paixão desde 1986 com 2 Live Crew, nos anos 90 eu ouvia muito as compilações So So Def Bass All Stars, “My boo” do Ghostown DJs é um hino.

Quais as melhores faixas de gringos de baile funk?

“Tamborzuda” do Sinden & Count Monte Cristal e “Je Voux Te Voir” da Yelle num remix do Disco D. Na verdade o Sinden é o gringo que melhor capta a vibe baile-funk, sem dúvida.

Qual a principal diferença de influências para o DJ Chernobyl e o Chernobyl da Comunidade Nin-Jistu?

Na verdade as influências são as mesmas, por isso tudo que faço, seja com quem for, consiste em misturas de funk com rock, electro, etc... Ando trabalhando bastante como produtor e isso contribuiu muito para o novo cd da Comunidade (Atividade na Laje). Outra coisa que acontece é que quase sempre executo guitarras, baixos e sintetizadores nas faixas que produzo.

Na banda tenho que ser mais democrático e tenho que respeitar que existem instrumentos a serem executados. Já como DJ/produtor, não tenho elementos obrigatórios nas criações, mas tenho a obrigação de fazer uma música “dançante”. A maior diferença está mesmo no fato de que toco guitarra na Comunidade, daí o “wanna be Jimi Hendrix” que omito nos meus pancadões sai pra fora.

Qual você considera os melhores remixes de funk para músicas completamente inesperadas?

No meu último set estão alguns: “Wicked Game” – Giant Drag vs Dj Chernobyl, “We Are Your Biba Friends” – Justice/Simian vs Deize Tigrona, “Yellow Funky Bricks” – Arctic Monekys vs Chernobyl e Vanessinha Pikachu), “Cubicle” - Rinocerose (Chernobyl Mix).

Qual funk você gostaria de ter feito?

Pela viceralidade inatingível e criatividade, “Chatuba de Mesquita”; pela produção musical, “Mirante”, da Tati QB.

Quais seus produtores de funk favoritos?

Sany Pittbull, DJ Edgar, DJ Batata e DJ Duda.

Como você discoteca (Ableton, CD ou outro)?

Uso CDJ e, dependendo do clima, dou uns berros numas bases, canto. Já levei até guitarra pra discotecar, o LIVE P.A. sempre é uma diversão mas precisa entrar no momento certo.

MIXTAPE: NEO-BAILE FUNK MIX

Intro (”O controle total das galeras”)
Yellow Funky Bricks (Arctic Monkeys vs Chernobyl)
RQM - Misspacman (Chernobyl mix)
Le Night Dominator - The Touch (Chernobyl mix)
Ela Tá Na Festa - Turbo Trio & Chernobyl
XR 2 - M.I.A
The Ricota Countdown - DJ Chernobyl vs Europe feat. BDR
Tamborzuda- Sinden & Count Monte Cristal
New Feminism (Chernobyl & Mixhell feat. Canessinha do Pikachu)
Push It - Salt ‘N’ Pepa
Erotic Perfect City - George Clinton Vs Princess Superstar
Chuva Nas Calcinha - Cnj vs A-Trak
Office Boy - Bonde do Role (Shir Khan)
A La La - CSS
Je voux te voir - Disco D
Cubicle in chatuba (DJ Missill, Edu K e Mc Duda)
Gatas Gatas Gatas - Edu K (Chernobyl mix)
Mais Metal (AC/DC vs Bonde do Role vs Comunidade nin-jitsu)
Pipoca - Mc Colibri (Diplo remix)
Wicked Game - Giant Drag vs DJ Chernobyl
We Are Your Biba Friends - Justice/Simian vs Deize Tigrona

Clique aqui para download (via Zshare)

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Boys Noize + Faint + Cobrasnake + Steve Aoki = HERCULEZ

Essa banda é para fashionista nenhum botar defeito. Segundo e-mail enviado pelo DJ Steve Aoki aos assinantes do seu boletim eletrônico, o grupo se chama Herculez e é formado ainda pelo alemão Alex Rhida (Boys Noize), dois integrantes do grupo norte-americano The Faint (Jacob Thiele e Todd Fink) e pelo fotógrafo Mark Cobrasnake.

Ainda não existem informações de como o projeto soará, mas levando em consideração os outros projetos dos integrantes, espere um ensurdecedor álbum de disco-punk. Aoki adiantou que a estréia deve ser feita pela Dim Mark Records, sua própria gravadora.

Enquanto não aparecem mais novidades, leia abaixo o e-mail de Steve Aoki:

"E então sábado passado, eu, Cobrasnake e Cory Kennedy viajamos para a cidade do México onde eu discotequei, Mark tirou fotos das garotas e Cory tirou fotos com as garotas. Da cidade do México, Cobrasnake e eu voamos para Omaha, Nebraska, onde nos encontramos no estúdio do Faint para começar a gravação da nossa nova banda, Herculez.”

Segunda-feira, Março 17, 2008

DIPLO vs DEIZE vs DEVO

O Diplo é um truqueiro que deu certo. É de consenso geral que ele não sabe produzir muito bem, mas ninguém pode negar que ele tem um feeling pop muito apurado e que, de meses em meses, oferece um trabalho excepcional.

Pelo que me lembro, a última vez que ele acertou foi naquele remix de “Harder Better Faster Stronger” do Daft Punk, então era mais que hora dele voltar! E ele voltou chamando a rainha do funk carioca Deize Tigrona para soltar o frango cachorro em “Bandida”.

A letra é mais desgraçada de todo o mundo, a coitada quer matar a vizinha (com um 3 8tão) que fica comendo o marido dela!! Mas o bom mesmo é a base, que não passa de um mashup de Devo com baile funk (truque!). Da faixa original “Mongoloid” apenas o baixo e a guitarra são utilizados, e no lugar da bateria punk bem marcada os típicos samples de tambor de funk.

O b-side, produzido por DJ Rafael (dizem que é alguém na cena carioca, rs), parece uma faixa tosca do começo da carreira do Bonde do Rolê por causa da guitarra de rock com acordes primários. A música nem é tão boa, na verdade, mas só quis falar dela pra dizer que ela se chama “Me Chinga” (clique em cima e ouça 1m30 da faixa). Vai dizer que o erro não deixa charmoso?

Domingo, Março 16, 2008

XX Teens - How To Reduce The Chances Of Being A Terror Victim

foto: Hedi Slimane

Nada diz mais “eu sou uma banda art rocker” do que criar um clipe preto e branco. Ah, e ajuda mais se a música for só falada, a imagem for feita pra parecer velha e os personagens parecem ter saído do Eraserhead do Lynch.

Preenchendo todos os requisitos o XX Teens lança “How To Reduce The Chances Of Being A Terror Victim”, ou simplesmente “Terror”. A música é a leitura do paranóico texto que a Fox News americana publicou em seu site no final de 2003 acompanhado de um claustrofóbico som provido de uma bateria, baixo e guitarra distorcida.

Esse é o segundo lançamento da banda pela gravadora EMI, que graças a Deus, não quis dar uma cara pop ao grupo. É quase tão barulhento quanto a demo de 2006, época que eles ainda se chamavam Xerox Teens e eram os melhores amigos do Horrors.


Vou colocar a letra aqui para quem quiser saber como faz para se proteger de ataques terroristas!

1. Use your instincts; if a situation appears suspicious, leave the scene.
2. Don't become complacent; never let your guard down, no matter where you travel.
3. Don't rely solely on the government to provide you with crisis or threat information -- do your own research, too.
4. Have a plan on where/when to meet family members in case of attack; map assorted evacuation routes from home/work.
5. Keep extra copies of your passport/birth certificate/ Social Security cards, other records. Keep copies in storage or with relatives, friends. Carry copy of passport when traveling overseas.
6. Never check luggage at curbside check-in at airports; carry luggage on board with you, if possible; carry as few bags as possible.
7. Spend as little time at the airport as possible; avoid heavily glassed areas.
8. When flying, wear comfortable clothing and shoes in case you need to quickly evacuate.
9. Try to fly on wide-body planes; terrorists often avoid hijacking them.
11. When traveling overseas, stay in an American chain hotel; security is usually more stringent.
12. When in a foreign country, don't advertise that you're American by speaking loudly, holding up maps, exchanging currency at airports, showing American flags, etc…
13. Try to avoid crowded areas, especially in large cities; avoid public transportation and major tunnels and bridges during heavy commuting times.
14. Never stay in a hotel with an underground parking garage and never park in such a garage -- terrorists love car bombs.
15. Stock "safe-haven" rooms in office and home with duct tape, plastic sheets, flashlight, food/water supply, first-aid kit, portable radio and cloth to fill gaps in doors so harmful agents don't seep in.
16. Store a decent amount of cash someplace in case ATMs malfunction.
17. Carefully inspect mail before opening; check for return address, postmark, excessive postage, etc…
18. Never take the first taxicab in line; hail a moving cab instead.
19. If ever a hostage on a plane, never make eye contact with captors, speak unless spoken to, or do anything to bring attention to yourself; familiarize yourself with typical airline hijackings.
20. Know what to do in case of a biological, chemical or nuclear attack in terms of symptoms, decontamination, etc…
21. Keep an eye out for unattended items when using mass transit or in airports.
22. Only carry essential money cards and identification.
23. When traveling abroad, read local newspapers to pinpoint dangers there; check the State Department's travel advisories.
24. Pay attention to: surroundings; someone paying an usual amount of attention to a prominent landmark; someone nervous or jumpy or trying to access off-limit areas; someone trying to hide something.
25. Make out a will and letter of instruction in case you die. Get fingerprinted, get your blood samples and obtain dental X-rays so your body can be identified in case you fall victim to attack.
26. Do not live or work in a highly urban area that most likely would be a terrorist's target, such as New York City, Washington, D.C., or San Francisco.


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Em estreia, The Whip não se decide entre rock e eletrônica

Manchester está se tornando um tema recorrente essa semana aqui no blog. Enquanto todo o novo pós-punk se calça no inquieto espírito de Ian Curtis na hora de compor, o quarteto The Whip, surgido na maior cidade industrial inglesa, aposta justamente no fruto do fim do Joy Division: o New Order.

Pode até parecer uma comparação preguiçosa, só porque as duas bandas nasceram na mesma cidade. Porém, depois de ouvir o álbum de estréia do grupo, X Marks Destination, você percebe que ambos possuem formação roqueira escondida sob camadas eletrônicas. O que a princípio pode parecer com o press release de qualquer banda da Kistuné, se mostra diferente quando buscar caminhos alternativos para a mistura (e acredite, não estamos falando do disco-punk).

“Sirens”, “Frustration” e “Save My Soul” são preenchidas por fantasmagóricos teclados, guitarras oitentistas e repetidos versos abarrotados de impacto (“você é a única verdade que conheço”, grita uma hora). Aquela velha fórmula que consagrou de Happy Mondays à Stone Roses soa revitalizada, apesar de não esconder a idade.

A BOMBA
Mas não se deixe levar apenas pela influência da cena Madchester, o Whip pode se infiltrar nas pistas mais dançantes quando aumentam a dose de electro e assumem a faceta rave on. “Divebomb”, de longe a melhor do álbum, mistura intoxicantes efeitos futuristas que com a ajuda de um sistema de som decente, te faz sentir no meio de uma guerra de lasers digna de George Lucas. Como algum outro veículo internacional pontuou, é tão empolgante que foi a música que o Daft Punk deve ter lamentado não ter feito.

“Trash”, hit-single que abre o disco, só não se revela como uma faixa do Soulwax por causa da rouquidão suave de Bruce Carter - que estranhamente soa muito parecida com a do Paulo Ricardo (ex-eterno-RPM) - repetindo em mantra seu desejo por ser trash. Seus vastos seis minutos soam como uma sincronizada jam session levemente afetada por efeitos sintéticos preparando o caminho para a explosão que acontece no refrão.

RECORTES DO PASSADO
Mesmo contando com apenas dez faixas, os ingleses criaram um álbum excessivamente longo. Os mais de 50 minutos se tornam infinitos após constantes repetições estruturais e vocais. Talvez o pop não aceite mais do que quatro minutos por canção, ou simplesmente não haja força suficiente nessas faixas para elas se manterem grandes.

Em entrevista recente, Bruce Carter comentou que esse álbum foi a união das primeiras músicas compostas pela banda no começo da carreira que não poderiam ser ignoradas. Disse também já possuir material inédito com a cara atual da banda, o que ajuda a entender as mudanças de estilo do álbum. X Marks Destination mostra uma banda em busca de identidade, o conflito entre se assumir eletrônico ou ser uma banda de rock. Eu já tenho a minha preferência de lado. Ela se chama “Divebomb”.

DOWNLOAD: THE WHIP ALBUM SAMPLER

Trash
Divebomb
Save My Soul
Throw It In The Fire

As crias do Joy Division

Daniel Kessler pode até negar, mas mesmo se jogando no chão e esperneando, ele não vai conseguir esconder a influência comum de Joy Division em sua e várias outras bandas. E claro, quando falamos de um grupo desse porte, não é demérito algum assumir tal influência. Afinal, um dos acts mais marcantes e icônicas dos anos 80 deve e tem que deixar rastros em toda uma geração de depressivos com corações partidos.

E por isso, eu listo outras expressivas bandas que bebem dessa fonte, listando similaridades que, apesar de não formarem uma cena propriamente dita, são suficientes para relembrarem as dancinhas epiléticas diante de épicas bases instrumentais, acompanhadas de dramáticas letras em um grave vocal no melhor estilo Manchester circa 79.


CUT CITY
No meio de 2007, era grande a espera pelo novo álbum do Interpol. O Our Love to Admire era uma das palavras mais procuradas em redes peer-to-peer, o que levou algumas pessoas a criarem álbuns falsos com músicas de outros artistas ou pior ainda, apenas silêncio recheando as MP3s. Dessa “brincadeira”, porém, o mundo conheceu o Cut City, a melhor pegadinha a surgir na rede.

Exit Decades, o álbum de estréia dos suecos, parecia ser o renascimento das guitarras urgentes e baterias agressivas na gelada música do Joy, mas frio mesmo foi o banho de quem realmente acreditou ter baixado o terceiro do Interpol.

No entanto, o trio não fez feio e quem prestou atenção no usurpador conheceu músicas como “Like Ashes, Like Millions”, “Numb Boys” e “Damaged” que fazem a trilha-sonora do coração partido sábado a noite.

O que tem de Joy Division: Vocal grave e bateria estridente.
O que tem de Interpol: Pegada pop e o estilo de se vestir.
O que tem de autêntico: Não muita coisa, na verdade.

EDITORS
Considerados a resposta inglesa à música redescoberta pelos americanos, o quarteto lançou seu álbum de estréia The Back Room em 2005, e ele ficou no top das paradas britânicas por um bom tempo. Seu som é o mais comercial entre os “seguidores” do Joy, talvez por serem influenciados igualmente pelo U2 na sua radiofônica fase do The Joshua Tree.

E o sucesso comercial foi o que dilui o potencial da banda, a chegada do seu segundo álbum An End Has A Start os viu apelar para melodias fáceis a la Coldplay, que nem Tom Smith ensaiando os problemas de Ian Curtis no palco conseguiu resgatar a densidade perdida. Talvez umas sessões de Closer coloque o drama de volta ao seu lugar.

O que tem de Joy Division: Danças epiléticas do vocalista.
O que tem de Interpol: Gosto por ternos de estilistas e arrogância
O que tem de autêntico: A vontade ser o novo U2

ELEFANT
Um quarteto, surgido em Nova York em pleno revival do pós-punk e que não é o Interpol. Talvez essa não seja a melhor apresentação para a banda liderada pelo argentino Diego Garcia. Afinal eles não possuem a densa aura dos seus conterrâneos, e isso se deve ao fato de misturarem elementos pop em faixas épicas.

A melhor definição do Elefant é um Interpol para adolescentes que assistem ao seriado The OC, ou melhor, um Joy Division produzido por Ricky Rubin. Se Sunlight Make Me Paranoid era rasteiro, seco e mais agressivo, o sucessor The Black Magic Show é mais melódico, delicado e pomposo. O baixo ganha companhia do teclado para construir estruturas cada vez mais sofisticadas.

O que tem de Joy Division: Letras dramáticas
O que tem de Interpol: A voz parecida do vocalista
O que tem de autêntico: Sintetizadores

I LOVE YOU BUT I’VE CHOSEN THE DARKNESS
Com um nome de dar inveja ao gótico com o maior sobretudo da cidade, esse quinteto de Austin, Texas, tem o vocal menos marcante entre as crias de Manchester, porém, eles são os que melhores usam a guitarra. Que aparece em forma de palhetada distorcida em “Lights”, em acordes minimais que ditam o ritmo de “Thoughts On the Floor” e dando um clima faroeste oitentista à “If It Was Me”.

Chosen Darkeness teve o seu primeiro álbum Fear Is On Our Side produzido por Britt Daniel do Spoon e foram uma das primeiras bandas a conseguirem contrato devido a participação no festival americano South By Southwest.

O que tem de Joy Division: Bases mais lentas de elementos inconstantes
O que tem de Interpol: Guitarras angulares
O que tem de autêntico: Ar sombrio avesso à publicidade

SHE WANTS REVENGE
Colocando o gótico de volta à moda, a dupla americana (quarteto nos palcos) canta, assim como o Bahaus, seu pós-punk influenciado por elementos da música eletrônica.

Sua estréia foi rótulada como grandes “aproveitadores de cena”, após descobrirem que o vocalista era um produtor/cantor de hip hop que dizia não conhecer Joy Division; mesmo “Tear You Apart” não se esconder influenciada nem pelo título.

Contudo, dois álbuns nas costas e um conciso show recebido pelo Brasil ano passado provaram que mesmo surgido de maneiras tortas, eles conquistaram seu espaço modificando a fórmula levemente.

O que tem de Joy Division: O lado dark no instrumental
O que tem de Interpol: O estilo revival pós-punk
O que tem de autêntico: Influência eletrônica e vocal semi-falado

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Quinta-feira, Março 13, 2008

Crystal Castles sendo amigáveis

Sabe quando você usa a expressão “essa música me atingiu feito pedra na cabeça”? Então, o Crystal Castles quis dar sentido literal a ela no primeiro vídeo clipe oficial da dupla.

A música “Magic Spells” certamente não é agressiva como a imagem, mas tem tudo a ver com o conceito instalação artística que eu falei sobre eles na minha resenha do álbum.


Crystal Castles fazendo o seu dia fluir mais tranqüilo.

Nano-Celebrity lookalikes

Já que eu roubei as imagens da HelenaN, por que não roubar as idéias dela? Essa é para todo mundo que vai ver o show da Fergie amanhã e que não é eu. Essa é pro meu amigo Terron que entrevistou a Fergalicious e vai no show dela. Essa é pra todo mundo que acredita nos efeitos miraculosos do botox!!

É com orgulho que apresento nosso padrão internacional de beleza. Direto do portão do inferno...

Elba Ramalho VS Fergie

E viva a beleza da mulher brasileira!

PS. Queria MUITO ver a Fergie. Alguém me dá um convite?

Em noite quente, Interpol se mostrou gigante em SP

Recebidos pela platéia como grandes astros, pontualmente às 22h10, o quarteto – acompanhados por um tecladista de apoio – entra em ordem, quase um fila indiana, aos berros e gritos histéricos. Com música clássica de background eles apanham seus instrumentos e esboçam um cumprimento intimista. Hora de apagar as luzes brilhantes e deslanchar “Pioneer to the Falls”, aqui celebrada como vitória em Copa do Mundo.

Já na segunda música, “Obstacle 1”, cantada em coro pela massa, a onda de calor tomava conta da casa de shows que criou um constante êxodo das pessoas próximas ao palco para lugares mais distantes, levemente atingidos por um preguiçoso ar-condicionado. Porém, ao me tornar uma dessas pessoas, percebi que não era apenas o ar que não conseguia atingir a todos, o som perdia a clareza e se tornava tão abafado quanto o clima.

No palco, cada uma possui sua postura independente. Paul Banks, vocalista/guitarrista, aparenta estar em posição vulnerável e desconfortante encarando o microfone. No entanto, sua voz grave passa uma acolhedora segurança ao desfilar em letras estranhamente românticas. Daniel Kessler, guitarrista, se mostra o mais animado, posando de rockstar e dançando engraçado do lado direito do palco. Carlos D., baixista, é a encarnação do blasé. Metido a cool, ele fazia caras e bocas olhando para o nada. Já Sam Fogarino, baterista, era o único sem o modo Interpol de se vestir (ternos, camisas e casacos). De camiseta ele maltratava bumbos e pratos ao investir no peso da batida.

HITS, HITS E MAIS HITS!
Os hits se tornavam gigantescos com ajuda de uma eufórica e embasbacada platéia, que por vezes, superavam o vocal de Paul Banks, sempre a pedir aos técnicos para aumentar o volume do seu microfone. “Slow Hands”, “ Evil” e “The Heinrich Maneuver” devem ter elevado mais graus a um já ardente termômetro. Porém, faixas como “Rest My Chemistry” e “The Lighthouse”, assustaram não-fãs da banda e aumentaram filas de banheiros e bares, por sua extrema lentidão.

Após 15 músicas, as luzes se apagam e a banda se retira do palco. Após palmas, gritos e os cinco minutos clássicos de intervalo, o grupo retorna somente com músicas do álbum Turn On the Bight Lights, uma das melhores estréias da década. “NYC” foi emocionante ao extremo, a euforia era grande demais para tal música tão intimista. Foi dispensável a sacada de acender todas as luzes na parte de em que ele dizia para acendê-las na música - "Turn On The Bright Lights!". A surpresa da noite ficou pela adição de “Stella Was A Diver And She Was Always Down”; uma das preferidas de muita gente e inconstante nos tracklists da banda. A épica história de Stella, repleta de duplos sentidos e momentos de maltratar coração, se transformou numa longajam session não muito virtuosa, mas que re-animou a casa quando a bateria começou a seguir a linha de “PDA”, que encerrou a noite de forma correta.

O show mostrou que apesar de funcionar como uma máquina de elementos (e personalidades) desconexos, o Interpol possui sincronia suficiente para soar quase perfeitos (em comparação com as músicas em estúdio). Um pouco mais de espírito de gangue não faria mal aos americanos, mas não dá para esperar calor deles no momento em que cantam sobre amores perdidos e sonhos desfeitos. Aliás, o Via Funchal já nos ofereceu calor demais, nem sei por que estou reclamando.

Lista de faixas
01. Pioneer to the Falls
02. Obstacle 1
03. NARC
04. C’Mere
05. The Scale
06. Say Hello To The Angels
07. Mammoth
08. No I In Threesome
09. Hands Away
10. Slow Hands
11. Rest My Chemistry
12. The Lighthouse
13. Evil
14. The Heinrich Maneuver
15. Not Even Jail

Bis:
16. NYC
17. Stella Was A Diver And She Was Always Down
18. PDA

Fotos da gata da HelenaN

Terça-feira, Março 11, 2008

Sébastien Tellier e o Eurovision

O Eurovision Song Contest, uma das competições mais tradicionais e igualmente cafonas de todo o mundo, terá, finalmente, algo do que se orgulhar. Após anos de vitórias e participações completamente descartáveis, surge na França a chance de dar à competição uma cara de luta entre as verdadeiramente melhores canções de cada país.

Isso porque Sébastien Tellier foi anunciado como o representante do povo francês em 2008 com a música “Divine”. Ótimo representante da nova cena eletrônica do país, ele, com a mais acessível e deliciosamente pop música do seu último álbum Sexuality, concorrerá com ex-participantes de reality shows e afins.

Em 2007, Morrissey entrou em contato com os organizadores ingleses para ser o seu representante. O cantor disse “estar chocado após ver a Inglaterra ter perdido em 2006” e que “deveriam tê-lo chamado”. Porém, após receber o convite oficial o ex-Smiths disse estar “lisonjeado”, mas negou sua participação.

Enquanto isso, Jarvis Cocker, ex-vocalista do fenômeno britpop Pulp, demonstrou interesse em representar seu país em 2008 em entrevista à rádio BBC 5, até previu uma provável competição com Morrissey, mas também desistiu logo após as inscrições se abrirem.

O vencedor do Eurovision garante o direito de seu país sediar o evento do ano seguinte, e ano passado quem levou o prêmio foi a cantora sérvia Marija Šerifović, com a canção "Molitva". Logo, o Eurovision desse ano acontecerá em Belgrado, no dia 24 de maio e esperamos que nenhuma banda de hard-rock vestida de monstro tire o prêmio de Sebastien.

Crystal Castles: Letras sujas ganham força em 8-bit agressivo

O álbum de estréia do Crystal Castles soa urgente e desesperador, como se fosse a trilha sonora de um cenário caótico. É uma construção dos canadenses Alice Glass e Ethan Kath, que evoca o clima lisérgico e borram a sujeira do punk com fluorescentes sintetizadores 8-bits.

Com um mito maior do que a própria música, "Alice Practice" foi criado enquanto Ethan Kath brincava com sintetizadores e Alice, sem saber que estava sendo gravada, ensaiava na frente do microfone. A bela só foi saber que sua primeira música havia sido gravada quando recebeu a MP3 em sua caixa de correio.

Diferenciando-se da inocência dos Gameboys de certos músicos chiptune, o duo usa os saudosos barulhos para atacar os tímpanos com devastadoras partículas 8-bit. E esse efeito característico é alcançando graças a um chip do clássico vídeo-game Atari instalado em seu teclado.

Porém, para imprimir o estilo Crystal Castles às suas composições, o duo às vezes abre mão da melodia e ataca com bases agudas e vocais gritados apenas pelo prazer de chocar. Ao contrário das apresentações ao vivo, onde há adição de peso e as faixas se fazem punk de verdade, no estúdio essa energia falha a convencer, soando mais como interferências em suas caixas de som.

E o problema é que essas 'intervenções sonoras' conseguem quebrar o agradável ritmo das faixas de bpm desacelerado e timbres mais aveludados, que são, sem dúvida, o grande triunfo dessa estréia. "Magic Spells", "Air War" e "Knights" te guiam através de um mundo em slow-motion repleto de línguas irreconhecíveis.


"Courtship Dating" em versão ao vivo


Isso porque Ethan mutila os vocais de Alice por todo o CD, fazendo com que as palavras percam a identidade a fim de se tornar elementos instrumentais. O que torna impossível a identificação, extensão e intenção real das letras. Um exemplo é a faixa "Crimewave", da banda de rock-noise Health - único remix/participação presente no lançamento -, em que o produtor canadense manipula tanto a timbre do vocalista que uma letra sobre sexo se torna mórbida ao fazer de morte (die) uma palavra constante. Detalhe que este trecho nem existe na versão original.

E como uma idéia, por mais criativa que seja, não consegue se manter se não for bem executada, a má transposição dos momentos mais hiperativos e claustrofóbicos fazem ruir o álbum como um todo. Talvez, com uma melhor produção e escolha de faixas (sim, 16 são um exagero), ele venha a soar menos como instalação e mais como música.

Nano-Celebrity lookalikes

Não fui eu quem fez isso. Não sei quem fez isso. Recebi por e-mail. Será esse o famoso desenho que a famosa Mallu Magalhães queria dar ao Bob Dylan? Será? Alguém que gastou 900 reais quer confirmar a semelhança? Alguém assume que gastou tudo isso pra ver o Zé e o seu violão?


PS. Eu procurei outra imagem do Zé Bonitinho pra fazer uma comparação maior e melhor, mas parece que não existe muitas imagens do personagem. Ê Brasil, viu?!

Daniel Kessler do Interpol

Interpol é uma daquelas bandas completas com que assessores adorariam poder trabalhar. O grupo possui um senso de estilo impressionante, ternos cirurgicamente cortados - assim seus como cabelos e ocasionais bigodes. Música com conteúdo e alheio a estilos passageiros. Soando autênticos em épocas comandadas por modismo, foraas constantes e ignoradas comparações com o Joy Division (ver abaixo), eles conseguem crescer, assim como o número de fãs, a cada disco lançado.

Em turnê do álbum Our Love to Admire, de 2007, o quarteto vem ao Brasil pela primeira vez sem saber o que esperar. Eu entrevistei, via telefone, o guitarrista e criador da banda, Daniel Kessler, num papo que envolveu mudança de gravadora, estilo de composição e a cena de 2001.

Sempre tratando o Interpol como seu projeto ideal, Daniel afugenta qualquer crítica à sua banda, sendo ela positiva ou negativa. Porém, mesmo soando muito sério em várias respostas, ele não passa a mesma frieza e imponência dos palcos. É só uma pessoa que acredita estar dando o seu melhor em algo que acredita (e faz para si mesmo).

Valeu a pena deixar a Matador Records e ir para a Capitol (EMI)?

Como assim valeu a pena? Nada mudou. O Interpol é uma banda que trabalha desse jeito. Mudar de gravadora não nos muda. O processo de gravação, o som, nada é alterado.

Mas nesse terceiro álbum vocês adicionaram sintetizadores à música, não?

Na verdade não. Eles eram teclados normais e não foi algo como se tivéssemos adicionados novos elementos. Foi só um meio diferente de obter um som característico.

Isso foi influência de algum produtor novo? Quem produziu os primeiros albums?

Não, de maneira alguma. O Interpol não deixa um produtor alterar o som. Não somos esse tipo de banda. Não há ninguém dizendo como deveríamos soar em nossos álbuns. Nós produzimos os três EPs, o último álbum foi produzido por outra pessoa.

E qual deles é o seu favorito?

Não dá para escolher. Cada um foi bem representativo do que o Interpol era no momento. Era o tempo certo para cada um ter saído, era como cada integrante se comportava e sentia na época.

Algum foi mais fácil de se fazer?

Não, nunca é fácil criar um disco. Nós tentamos procurar por novos meios de expressar nosso som.

Quais são suas influências pessoais?

Eu sempre estive ligado à musica. Sempre fui muito ligado a ela. Então não há coisas que eu diga que me influenciaram diretamente. Todas as músicas que eu gosto me influenciam, assim como discos que eu ouvi há muito tempo.

Essas vastas influências nunca te levaram a uma carreira solo ou algum projeto paralelo?

Não. Eu tenho todas as minhas vontades realizadas com o Interpol. É a minha banda ideal. E isso é o que eu gosto nela. Não é a toa que estamos há quase dez anos tocando juntos.

O que você tem ouvido ultimamente?

O álbum novo do Burial.

Você gosta dos remixes feitos para o Interpol?

(Pausa) É interessante... ouvir a interpretação de outras pessoas para seu trabalho. (hesita) É, eu gosto de remixes. Não há nenhum específico, na verdade. O negócio é que eu sou uma pessoa que não costuma ouvir meu próprio trabalho. Não gosto de ficar preso em algo velho. O que eu fiz foi feito da melhor forma que eu pude, então não há ponto em ficar ouvindo de novo. E por isso eu não leio críticas, resenhas e até entrevistas.

O que me libera pra escrever o que eu quiser. Mas nem resenhas de shows?

Não. Eu faço o melhor que posso. Sem me importar com o que as pessoas acham. Se elas gostam é ótimo, mas se não gostam não é algo que me afete.

O que é pior: ser comparado ao Joy Division toda hora ou ter bandas como She Wants Revenge e Editors comparados a vocês?

Qual foi a pergunta? (Após repetir) Eu tinha entendido, mas não entendo o significado. É natural que comparem, mas eu disse, eu não leio e não me importo. Já ouvi dizer que essas bandas não se dizem influenciadas por nós e eu tenho minhas influencias bem claras. E isso é o bastante para mim.

Vocês já estão planejando o novo álbum?

Não, ainda estamos trabalhando a turnê do último lançamento.

Então devemos esperar um próximo álbum para daqui dois anos? Afinal, porque o Interpol demora tanto lançar seus álbuns?

É que quando estamos em turnê não dá para escrever músicas. Até dá para escrever as letras, mas o clima não é o ideal para isso. Eu gosto de sentar, prestar atenção no que eu estou fazendo. Quando eu começo a montar alguma coisa nos unimos para trabalhá-la. O Interpol funciona diferente das outras bandas, é uma coisa coletiva e precisamos do clima ideal.

O que mudou desde a demo-tape até agora?

Eu diria que muitas coisas mudaram desde a gravação dos três primeiros EP até o Our Love to Admire. Agora conhecemos uma rotina de shows. (Hesita)
Mudou muito e ainda muda, por exemplo, estamos indo tocar pela primeira vez na América do Sul agora, com quase dez anos de carreira.

Mas há dez anos a formação era outra, certo?

Sim, mas a única coisa que mudou foi o baterista. Que saiu por volta de 2000.

E as pessoas começaram a falar de vocês por volta de 2001.

Sim, mais ou menos nessa época.

E essa cena 2001 de Nova York? Ela realmente existiu?

Não. Eu conheci os Strokes e o Yeah Yeah Yeahs do mesmo jeito que a maioria das pessoas: lendo sobre eles. E apesar deu gostar do trabalho de ambas, e ter me tornado bons amigos com eles, não fomos uma cena. Apenas aconteceu de surgiu três bandas legais do mesmo lugar, ao mesmo tempo.

Você conhece a nova cena internacional brasileira ou ainda está na época do Caetano Veloso?

Eu conheço o CSS e o Bonde do Role.

E gosta?

Não conheço o trabalho deles, mas já li coisas muito boas a respeito do CSS. E uma vez já conversei com a menina do Bonde, que foi bem simpática.

Ela saiu da banda!

É mesmo?

Você ouviu falar na banda brasileira que vai abrir seus shows por aqui?

Não.

Eles se chamam Cachorro Grande e tocam um som meio Rolling Stones anos 60s mais diluído.

Ah ok. (Risos)

É, isso não foi uma pergunta, mas eu só queria que você soubesse.

(Risos) Obrigado por isso.

Segunda-feira, Março 10, 2008

BoNO MUST DIE IS DEAD

Enfrentando a ira de muitas pessoas desde o começo (principalmente dos chatos fãs do U2), o trio quarteto quinteto a banda anunciou essa semana, em seu myspace, o fim do projeto.

Eles que já haviam mudado seu nome para Orphans após serem constantemente ameaçados (tanto judicialmente, quanto fisicamente) pelos fãs chatos dos chatos do U2 (e pela banda do Bono também), postaram a despedida abaixo em seu blog:

“Sem dúvida, um monte de pessoas estarão felizes ao ler isso.
Outras, nem tanto.

Nós sentimos que está cumprindo seu destino e nós nos divertimos. Tem sido estranho, uma viagem que abriu os olhos e nos viu evoluir, quebrar e queimar. E nossa primeira viagem que nos conseguiu ameaças de morte.

Se você já nos ouviu, veio para um show, vestiu uma camiseta ou só nos viu passar, nós o agradecemos.”

Depois eles falam sobre os 13 integrantes que já fizeram parte do grupo, e muito deles estão muito melhores hoje, do que no falecido projeto de art punk. Por exemplo, Tom Cullen virou baterista do Crystal Castles, enquanto o Stefan, o dos Klaxons. Tudo bem que eles não são integrantes reais das bandas, mas tá valendo, né?


http://www.myspace.com/bonomustdie

E felizmente, os três dos últimos quatro integrantes formaram dois projetos bacanas cheios de potencial. O primeiro ainda em fase testes, é o do guitarrista Jerome J. Watson.

Lembrando bastante o falecido BMD, só que menos desesperado, as faixas do Appari se encontram em fase demo, apenas a parte instrumental está pronta. Jerome está procurando por um(a) vocalista para montar a banda. Os interessados devem mandar e-mail para apparimusic@gmail.com Mas não sei que tipo de informação eviar, como deu para ver hoje na (M)TV, cantar bem não vale para todos os casos.

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http://www.myspace.com/appari

Influenciados por grupos circulares (?), a outra metade do BoNO criou o O.CHILDREN. E assim que você se acostumar com o vocal esquisito você vai achar a banda especialmente esquisita. E isso é o melhor elogio que eles jamais ouvirão. Com apenas quatro semanas de banda, e inicialmente chamados de Sex Pests, eles são como um Joy Division sacana, sem todo aquele lance “eu sou depressivo, olha pra mim”.

Na página do myspace deles, além das cinco faixas do player, eles esconderam outras duas entre aquelas fotos estranhas que envolvem pessoas e círculos (?). Na verdade, as melhores são as do player mesmo, mas é legal procurar por coisas secretas. Senti-me aventureiro e agradeço o fim do BMD por esse sentimento. R.I.P.

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http://www.myspace.com/ochildren

I'll say it twice

Limpando toda a sujeira existente na pretensiosa e épica faixa “Navigate, Navigate”, The Loving Hand vulgo Tim Goldsworthy (aka metade da DFA Records), joga o mecânico These New Puritans contra um delicioso baixo orgânico, os tornando quase disco.

E ao contrário do que se espera de uma faixa de doze minutos, ela não possuiu grandes variações ou charmosas viradas. Ela segue numa hipnotizante e constante trilha sempre acompanhado do sintetizado vocal de Jack Barnett, projeto de gênio problemático.

E eu sei o que você deve estar pensando “é tão clichê lançar uma música de doze minutos quando o nome da sua banda está, geralmente, relacionado às palavras pretensioso e experimental”, mas essa daqui é diferente, foi encomendada. E por gente fina, tá?

O estilista/designer Hedi Slimane, que projetou os fantásticos uniformes do Daft Punk, se apaixonou pela aura do grupo e os escolheu para fazer a trilha do desfile da Dior Homme. Isso em 2007, mas só agora o single é lançado nos Estados Unidos acompanhado do remix. E a gente perdoa o atraso só pelo fato de envolver DFA e TNP numa mesma faixa. Irresistível.

Terça-feira, Março 04, 2008

Nano-Celebrity lookalikes

Voltando com a seção mais zuada de todo o blog desde Clodovindie (que está prestes a voltar, por sinal), na qual você vê com quem suas celebridades indies se parecem.

Lembrando que a definição de indie original é “músicos que ganham quase tanto quanto seu pai advogado mesmo trabalhando muito mais e sendo mais úteis para a humanidade”. Apesar de eu também lembrar de que no dia em que for processado por postar MP3s ilegais, será o seu pai advogado que vai me salvar e as bandas indies automaticamente se tornarão os vilões. Certo?

Essa semana (sim, isso deverá ser um post semanal), eu encontrei uma foto do rei (não o Pelé e nem o Roberto Carlos) Elvis Presley com poucos anos de idade e com um olhar de assustado. O cabelo dyke 2007, mais a boca tortinha, nariz grande e olhar profundo (ui!) me lembrou na hora o vocalista estranho do Arcade Fire, Win Butler.



A roupa, o cabelo, a expressão, tudo está igual. Será que o Elvis não morreu, ele só voltou meio depressivo e canadense?

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CSS e o vídeo mais visto do Youtube

Você já deve ter ouvido falar na banda paulistana Cansei de Ser Sexy. Sim, aquela que se tornou CSS e varreu o mundo com suas músicas pop que flertam com o som eletrônico em estruturas rock. E apesar de não serem muito bem cotados no próprio país, o sexteto continua fazendo a festa nas principais publicações e palcos lá fora enquanto preparam o lançamento do segundo álbum.

E mesmo tendo lançado clipes apenas para as músicas “Off The Hook”, “Alala”, “Let's Make Love and Listen to Death From Above” e “Alcohol”, o vídeo mais assistidos deles é outro. Criado com restos de filmagens para a MTV italiana, um fã local montou em seu iMovie Apple o clipe não-oficial de “Music Is My Hot Hot Sex”, que se tornou o vídeo mais assistido de toda a história do Youtube.

Com mais de 80 milhões de acessos - e crescendo sem parar - o fenômeno de acessos foi considerado bug e coisas de hacker até ter sua legitimidade atestada pelo próprio site. O nome da música, com palavras bastante procuradas em searchs (“hot sex” / “music”) pode ter sido um dos causadores de tantos views, assim como o comercial para o Ipod Touch, que tinha a música em sua trilha. Veja lá.



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CSS – Music Is My Hot Hot Sex | alt link
CSS – Music Is My Hot Hot Sex (demo)
| alt link
CSS – Music Is My Hot Hot Sex (Lost Dj Mehdi Mix) | alt link
CSS – Music Is My Hot Hot Sex (KILL THE NOISE Remix) | alt link
CSS – Music Is My Hot Hot Sex (Nando Barth Remix) | alt link
CSS – Music Is My Hot Hot Sex (DD’s CCB remix) | alt link

Segunda-feira, Março 03, 2008

What a waster!


O Carl Barat anunciou que está planejando fazer músicas com o Pete Doherty. E você pensa “Que bacana!”. Afinal, eles tiveram uma das bandas mais importantes para a cultura pop inglesa desse século, criaram dois álbuns acima da média e sempre foram alvo de curiosidade do público devido a grande exposição na mídia por causa de brigas, paixões e drogas. Mas aí ele continua falando e pimba!, as músicas que eles estão trabalhando, na verdade, se tornarão um musical!

Desnecessário, vocês dois!

O mais legal de tudo é a frase que o Carl escolheu para falar sobre o musical para o tablóide The Mirror, “It will be in the vein of the Threepenny Opera.”. Entendeu, né? Vai estar na veia! Agora sim está explicada a participação do Pete.

Pelo menos a volta dos Dirty Pretty Things está bem próxima, isso se a banda não acabar antes. Em entrevista à revista NME, o Carlos disse que “as gravações foram intensas” a ponto de a banda ter acabado e voltado algumas vezes. “Teve uma hora que só o Gary Powell (baterista, também foi um Libertine) fazia parte da banda”, ele explicou.

Um EP procederá ao novo CD do quarteto, que foi gravado nos Estados Unidos e mixado no final de dezembro do ano passado, num estúdio em Londres. O vocalista encerrou a entrevista com a típica frase o-que-não-mata-engorda esperada após declarações de brigas internas: “Nós voltamos mais confidentes, fortes e unidos do que nunca”. Beleza, então.

Foals - Antidotes


Esqueça a complexidade do math-rock quadrado do Battles, os ingleses do Foals apenas se aproveitam da estética básica do estilo - e negam sua influência em sua criação – para construir suas tensas e sombrias músicas. Soando experimental como o Rapture em seu Echoes, e perdendo o lado acessível à pista com a ausência sentida dos hits “Hummer” e “Mathletics”.

Inicialmente a produção estava a cargo de Dave Sitek do TV On the Radio, porém a banda não estava satisfeita com excessivo uso de reverberação no disco. Achando que haviam sido descaracterizados, decidiram fazer o trabalho eles mesmos. Talvez por isso que não houve grande salto ou desafio na gravação das demos para a versão final. As músicas seguem a mesma lógica, sem nenhum desafio aparente - lembre-se que estamos falando de uma banda de math-rock -, e nenhuma tentativa descabida de criar um hit no meio de tanto anti-hit.

Musicalmente falando, as onze faixas de Antidotes discorrem sobre o mesmo tema, a diferença de um som para o outro está na variação de escalas e solos mais (ou menos) pomposos, tendo em vista que a afinação e, provável distorção, sempre se mantém igual nos instrumentos em todas as faixas.

A bateria seca lembra o início do pós-punk inglês com certa influencia de música negra, mais gingada, e apesar de não ter alvo em batidas precisas, a habilidade e criatividade de Jack Bevan mantém o ritmo ao álbum. E quando unido às ocasionais e vivas palmas o contraste se revela perfeito e os melhores momentos do quinteto aparecem.

RIFF AGUDO
No entanto, o grande instrumento do disco, aquele que deixa a marca Foals de fazer música, são as pequenas, porém múltiplas e agudas notas da guitarra. Fortemente influenciada pelo minimalismo de Steve Reich, que certamente os levaram a fugir do estilo mais acelerado e caótico que “Hummer” representava, a banda diminui grande parte da interferência eletrônica que estava presente nas suas demos.



Foals - Cassius

FAKE POP
Destaques vão para a quase épica “Big Big Love (Fig. 2)”, em que o vocal está envolto em reverb acompanhado de sintetizadores, enquanto a guitarra só prepara o momento da explosão num momento digno de U2. “Two Steps, Twice” tem constantes mudanças de humor sempre cantadas em coro; e os singles “Cassius” (o mais próximo de rápido e rasteiro que o álbum oferece) e “Balloons” atuam com todo a urgência do estridente sax duelando com o peso da bateria.

Se Yannis Philippakis, vocalista e líder da banda, tentava passar um ar menos pretensioso ao citar como fonte de inspiração artistas como Gwen Stefani e Nelly Furtado, a dificuldade do álbum contradiz essas raízes pop que ele tanto cita. Porém, havia tempo que hypes ingleses não lançavam um álbum tão consistente e experimental desse calibre. E só por isso, a gente deixa ele fingir ser pop.

I love undeads

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA



Nos primeiros segundos desse vídeo (do programa trash da Sally Jesse Raphael) vai ter um gordinho com camisa de flanela sobre uma camiseta preta, no alto dos seus dezesseis anos com um indefectível cabelo preto tigela a la Diego Del Rio. Repara bem na cara dele e adivinha de que banda emo ele é?

Quem disse My Chemical Romance vai ganhar um pé na bunda porque fica reconhecendo esses artistas ruins!

Isso me faz lembrar de uma entrevista do Gerard Way em que ele dizia que nunca tira a camiseta na frente das pessoas, porque ele era uma criança obesa. Às vezes ele tem tetinhas ou algo do tipo. Tadico, mas pelo menos ele tem um motivo pra ser emo, né? Os amiguinhos devem ter zoado ele bastante. Mas também ninguém manda ir na Márcia Goldschimt americana.

OBS. Essa vai ser um post especificamente sem MP3. Não precisa nem falar porque, né?

Sábado, Março 01, 2008

Bring that back!!!!!

Acho que desde a primeira vez que parei com o blog, eu tenho escrito vários textos pra guardar pra um possível retorno. Alguns em que eu peço desculpa pela ausência, em que eu faço minha lista de melhores de 2007, apostas de 2008 e piadas de sempre, mas nunca achava que nada dizia tanto “olha aqui, eu ainda mereço ser lido” como um especial incrível, repleto de notícias interessantes e MP3s mil. Só que esse especial não existe e, depois de tanto tempo, se eu tiver que esperar criar um pra voltar com o blog, ele morre aqui. Mas deu tanto trabalho para colocar no ar essa nova versão - o Roderico criou o layout (que tá incrível e pesado, mas quem não tem banda larga acompanha por rss, né?) e o Fábio finalmente dominou o XML do blogger que é a coisa mais complicada do mundo desde a criação da mulher –, que assim que ficou pronta, não tinha como enrolar.

Mas por que voltar com o Putz Factory? Primeiro, e mais importante, porque eu quero. Depois, e menos importante (por exclusão, diria), eu sou uma pessoa mais legal em 2008. Ao contrário dessa época, no ano passado, eu estudo, trabalho, tenho uma banda e tenho (de novo) liberdade de ir nos shows que eu quero. E apesar de estar mais ocupado do que nunca, eu sinto falta de escrever sem me preocupar em agradar as pessoas. E como estou fazendo isso por mim mesmo, nem adianta espernear (como diz meu pai), querendo ou não, a Fábrica de Putz está de volta. Independente do que isso significa. CORRAM!!!!!!!!