Quinta-feira, Abril 24, 2008

OMG! There is a Riot in LA!!

Em que mundo que eu vivia que eu deixei passar o remix do LA Riots pro Hot Chip? Deve ter escapado numa semana de ‘mark all as read’ do Google reader, só pode ser. Eu sou fã dessa dupla de Los Angeles (dãr!) desde que ouvi o remix/bootleg de “The Party” do Justice com a Uffie. O que não faz muito tempo.

E para encarar o “Ready for the Floor” do Hot Chip, eles se uniram ao Villains e o resultado foi quase seis minutos do mais puro electro. O que não é muito legal, na verdade. Ficou meio reto demais... mas eu culpo o Villains. Eles que impediram os recortes e tudo mais que fazem o LA Riots bacanas. Certeza.

Abaixo há alguns dos meus edits favoritos da dupla californiana. Não deixe o remix do Hot Chip te espantar!

Be kind, REWIND

O site espanhol Buffet Libre anunciou o projeto REWIND onde produtores e bandas escolhidas gravam uma reinterpretação de sucessos dos anos oitenta, e nessa primeira edição, o destaque é o crew brasileiro do Database.

A compilação será lançada em julho e, segundo os organizadores, trata-se de uma continuação especial das mixtapes oitentistas que o site já havia editado. O contato com as bandas e produtores foi feito através do MySpace e cada um pode escolher suas covers/remixes dentro de uma série de sugestões.

Além dos brasileiros, que editam a faixa "Turn Your Love Around" de George Benson, o line-up conta também com Dragonette, Someone Still Loves You Boris Yeltsin, The Toxic Avenger, Pink Skull, RAC, CFCF, The Shoes, Clash The Disko Kids, Oh Snap!, South Central entre outros.

Sábado, Abril 19, 2008

Naked in a Trash Can

Essa música é minha noite de quarta-feira. Só tirar o K-Hole e colocar Vodka. Ali Love, por favor, volte a fazer música legal.

Terça-feira, Abril 15, 2008

The Whore Next Door

Eu tenho uma banda com o Cello. E ela é zuada (com U, odeio zuado com O). Assim como o Cello. Presta atenção, ele mora na mesma casa que eu, divide a rede de internet comigo e quando faz coisa legal fora da banda, ela vai e corre pra dar o furo pra outra pessoa. E deu pro Terron e depois pro Let’s Glow (que disse que só não deu primeiro pra eles por mal entendido). Etâ nóis!

Mas ó, apesar de não ser um furo, esse remix da Mc Gi é legal. E se você continuar lendo, vai perceber que ele é um semi-furo! Sabe por quê? Porque essa é a versão final! Com outra mixagem que inclui diferentes camadas de filtros e umas mudanças sutis na base.

O remix é da nova faixa do furacão santista (rá!) Mc Gi, “Dança do Facão”. E tem uns recortes bem legais que grudam bastante na cabeça. Se não quiser ficar com uns “Sabe-sa-sa-be” e “Botox-Facão” na cabeça, eu aconselho você a não fazer o download.

Eu super ia acabar esse post aqui, até que eu vi as pastas de música do Cello compartilhada e roubei um remix dele pra “Shake” do Bo$$ in Drama que ele tem há uma cara e nunca lançou/terminou. Tenho uma exclusiva dele!! Rá!! Tem coisas da Madame Mim aqui, mas isso é cuzão de soltar. Acho que são as faixas novas dela...


Não me odeio só porque sou hacker, mano. Hahahaha
To especialmente zuado hoje. Com U e tudo.

Sábado, Abril 12, 2008

REMIX | SPECIAL | DATABASE

Há um ano surgia o Database. Fruto da amizade de Lucio Morais e Yuri Chix, que perceberam dividir o mesmo gosto para música e uma vontade de criar suas próprias ao invés de ficar tocando a dos outros para sempre. Não demorou muito para surgirem os primeiros remixes. De forma discreta os meninos começarem com edits de disco antigas, que eles gostam de chamar de ugly edits.

Entraram no mundo dos remixes na competição da Kitsuné para "Drugs in my Body", aquela mesma que os Twelves participaram e chegaram à final. Após boa recepção, os meninos se tornaram obcecados com os recortes e interpretações e se jogaram na cena brasileira para se aperfeiçoar. E aí veio os remixes para os paulistanos NRK, o curitibano Bo$$ in Drama e argentina/carioca Madame Mim.

Com a experiência obtida vieram os passos maiores. Fizeram um remix para o Kills que foi elogiado pela banda e possuiu chances de ser lançado como material oficial. Além disso, foram indicadas pelo produtor Rodrigo Gorky, do Bonde do Role, à remixar a faixa do inglês Lightspeed Champion, da Domino Records.

Seja picotando vocais ou engrossando o caldo das músicas com suas elegantes linhas sintéticas, o Database consegue aplicar sua marca nos mais diferentes estilos. Ecletismo inteligente invadindo as pistas.

Quando artistas encomendam remixes eles costumam pedir mais ou menos o que querem?

Até agora ninguém pediu nada, o remix é uma releitura vai de cada um. Mas também não nos importamos em receber orientação, talvez fique até mais fácil! Mas acho que a galera curte justamente a surpresa de como vai ficar! (risos)

Qual é a grande diferença entre um remix autorizado para um não-autorizado?

A diferença é que a autorizada podemos divulgar que fizemos ou lançar, a não autorizada fica só pra gente na surdina. (risos)

Já teve experiência de ter algum remix recusado pelo artista? E como reagiu?

Até agora não, todas foram bem aceitas, graças a deus, mas já estamos nos preparando pra esse dia!

Qual artista novo que remixa muito bem?

Boys Noize, Deadmau5 e Soulwax

Qual música você quer muito remixar?

Lifelike - "The Soul Of My Love". Depois de anos essa continua sendo uma das musicas mais lindas pra gente.

Qual o seu estilo de remixar: prefere dar um boost na faixa original ou prefere deixá-la irreconhecível?

Quando tem vocal, preferimos usar só o vocal mesmo e criar o resto musica, e quando não tem vocal tentamos usar o elemento principal e trabalhar em cima dele.

Você poderia explicar os remixes que você já fez (seus favoritos)? Por exemplo, perceber um baixo escondido na faixa que você colocou mais alto e etc. (pode ser de material inédito também).

Não temos um preferido, porque cada um tem sua particularidade, mas a do The Kills é uma das mais diferentes por ter uma pegada mais rock, um bpm mais alto.

A do Bo$ in drama tem um lace muito legal com os vocais, todos picotados e queríamos deixar mais pesada que a original.

A do NRK tem o lance do vocal também, mas não queríamos deixar o vocal tão diferente da original, ai não tiramos muita coisa, e brincamos bastante com os breaks, inclusive com o vocal do Goos. Mas são muitos detalhes, e como eu disse cada uma tem sua particularidade, mais fácil marcar uma cervejinha e conversar sobre isso, topa?

E estamos terminando as novas pro NRK, alguma do cd novo da banda Astronautas, Private, Jo Mistinguett, Madame Mim, Lightspeed Champion e junto com o KOTD para o Scenario Rock.

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Dragonette, pop de estrelato fugaz.

O Dragonette foi uma daquelas bandas que surgiram do nada e de repente tomaram conta dos melhores remixes e vídeos do pedaço. Como uma Madonna da geração blogger, Martina se contorce e geme ao som de músicas sobre sexo e Jesus enquanto tenta tirar o máximo de energia que o público tem a oferecer. Esse sábado (HOJE!), o quarteto se apresenta no Clube Glória, na festa Bafôn-Bafú, mesmo sem ter nada lançado por aqui. Mas também precisa?

A própria banda entende e é até entusiasta dos ‘vazamentos' de músicas. Como o produtor Dan Kurtz disse na entrevista, "nós decidimos colocar nossas músicas online antes de ser lançado porque nos ajudou a fazer as pessoas nos notarem.". E isso foi o passo mais inteligente que a banda deu: assumiram seu público e aprenderam a satisfazer suas necessidades.

Nascido no Brasil, o canadense Dan é produtor e fundador da banda ao lado de sua mulher, a linda vocalista Martina Sorbara. Ele conversou comigo, via e-mail em português e inglês sobre os prematuros shows gigantescos, a relação com sua mulher/vocalista e o amadurecimento do grupo.

Como será o show aqui no Brasil? Algo especial para os fãs brasileiros?

Eu espero que seja nosso melhor show já tocado. Nada de especial... eu vou tentar ensinar a banda todo como falar português para o público.

Como aconteceu o convite de abrir para o New Order logo após o primeiro show da banda? E o Duran Duran? Quantas músicas vocês já tinham?

Nossa empresário conhecia o empresário do New Order e então mandou alguns das nossas músicas. Quando ele ouviu, ele estava procurando por uma banda de abertura. A mesma coisa aconteceu com o Duran Duran, só que todos eles tiveram que concordar que gostavam da nossa música antes de tocarmos com eles. Eu acho que todos gostaram!

Apesar de ter tomada um caminho mais sério, o início da banda foi bem descompromissado. Quão importante você acha que foi essa postura para moldar a essência da banda?

Eu acho que é sempre bom ter um senso de humor sobre si mesmo como uma banda. Mesmo que nós sejamos definitivamente mais sérios agora, nós ainda temos senso de humor com relação as coisas que fazemos, e isso nos torna capaz de tentar coisas que podem não ser tão confortáveis pra gente... é o único modo de crescer.

Os remixes do Dragonette os levaram a públicos bem diferentes do de vocês. Você acha que a banda consegue fisgar o ouvinte após ele conhecer a versão original da música?

Eu acho que em alguns casos, Dragonette em sua "forma original" pode não seduzir o ouvinte de remixes, mas até agora a maioria das pessoas que gostam dos remixes, gostam da banda também... especialmente uma vez que eles nos vem ao vivo.

Fazer parte de uma compilação da Kitsuné abriu o tanto de portas que vocês esperavam?

A compilação da Kitsuné nos trouxe muita a atenção do povo da França, onde nós começamos a fazer shows bem legais. No mundo, o remix do Midnight Juggernauts pra "I Get Around", a faixa da compilação, é provavelmente o mais tocado dos nossos remixes.

Lendo comentários de pessoas que viram a banda ao vivo, dizem que a postura da Martina é explosiva e bem sexual. Isso não te incomoda um pouco? Rola ciúmes da vocalista da Dragonette ou você encara isso como um personagem necessário pra banda?

Eu nunca tenho ciúmes da personalidade da Martina no palco... nenhuma, isso me deixa orgulhoso! (como um marido)... também, como um membro da banda, eu acho que é muito legal.

Há alguma influencia brasileira na música do Dragonette?

Eu não tenho certeza, mas desde que eu cresci Chico Buarque, Gilberto Gil, Cartola e Caetano Veloso, tanto quanto eu ouvi Beatles ou qualquer outra coisa. Eu tenho certeza que há uma influência brasileira ali em algum lugar!

Você sabe se o Calvin Harris gostou da cover "Girls", que vocês chamaram de "Boys"? Aliás, ficou sabendo que ele perdeu todo o segundo álbum junto com seu laptop?

Calvin disse a Martina que ele gostou do nosso remix. Eu tenho certeza que ele também gosta da publicidade que isso gerou para ele! Eu não sabia sobre ele ter perdido o álbum... é terrível. Claro que um backup, ou dois do álbum seria uma boa idéia...

Como que a banda lida com o fato dos constantes vazamentos de matérias inéditos? Eu li no Wikipedia que vídeos, músicas e remixes de vocês vazaram bem antes da data de lançamento.

Eu acho que é uma verdade nesses dias que as bandas terão suas músicas vazadas antes do lançamento oficial. No nosso caso, nós decidimos colocar nossas músicas online antes de ser lançado porque ajudou a fazer as pessoas nos notarem. Também porque nossa gravadora demorou TAAAAAANTOOO tempo para lançá-lo que todo mundo sabia que estava pronto e era estranho ficar segurando nossa música enquanto não tínhamos nada pra fazer.

Já começaram a escrever músicas novas para um segundo álbum?

Nós já criamos três faixas. Eu estou morrendo de vontade de voltar ao estúdio e continuar escrevendo.

Vocês irão relançar algum single? Ainda virá alguma leva nova de remixes?

Nós iremos lançar "Competition" no Canadá com alguns novos remixes. E vamos gravar um vídeo novo pra ela assim que voltarmos do Brasil.

O Dragonette possui um grande público gay. A que você considera esse fato?

É ótimo. Os meninos amam a Martina e nossas músicas... Eles também fazem ótimas festas, que a gente costuma tocar. É bem divertido.

Dialogo (bobo)

Putz, eu super quero um iPod do Boys Noize! Como faz?

E só entrar no site colocar seu nome, e-mail, cidade e país e esperar ser um dos dois sortudos.

Uau! Tem até a caveira da capa do disco na parte traseira do MP3 player. Quero muito!

Então corre, porque a promoção dura só até dia 31 de maio.

Já é.

Domingo, Abril 06, 2008

Radiohead: como ser a favor, sendo contra

Quando uma banda chega num ponto importante da carreira, ela adquire o toque de Midas, sendo só assinar seu nome em algum material para criar ouro, engordando cofres. E quem melhor do que o Radiohead, banda indie mais bem sucedida de todos os tempos, para ilustrar esse mercado 2.0?

Muito mais do que bonequinhos e filmes licenciados, esses novos filhos do Kiss vendem o próprio nome não apenas da maneira tradicional. Eles também também o fazem através do link com novos artistas e de estratégias inusitadas.

Todo mundo que mora no planeta Terra sabe que o Radiohead teve a maior idéia publicitária do ano passado, e fez com que seu último álbum fosse um dos mais lucrativos na decadente indústria fonográfica. E melhor ainda, sem estar ligado à gravadoras, o que significa menos rabo preso e divisão de lucros.

REMIX = $$$$$$
Mas essa não foi a única idéia criativa dos ingleses: enquanto bandas usam a publicidade de blogs para se auto-promoverem, o Radiohead dá um passo a mais e cria um concurso de remixes pago.

Partindo da idéia que todos querem dividir nome com o quinteto, eles se uniram com o iTunes e estão ‘te dando a oportunidade de remixar a faixa "Nude"'. Leia ‘oportunidade' como ‘chance de comprar' a música separada em linhas de bateria, guitarra, baixo, sintetizadores/teclados e voz. Cinco vezes mais lucro de algo que nem era vendido. Gênios.

Uma pena que os remixes estão disponíveis apenas em países onde a loja virtual do iTunes atua, ou seja, retire todo o terceiro mundo da competição. Justo a região tão defendida pelas idéias políticas da banda. Inclusive o Tibete, que eles tentam salvar em seu site oficial.

Ah, o Radiohead também lançou sua própria rede social, a w.a.s.t.e. central, que reúne os fãs do grupo num mar de banners próprios, além de notícias em primeira mão, espaço para dividir fotos e vídeos (quem podem ser de outras bandas também), além de discutir acontecimentos quaisquer.

De necessidade imposta pelo novo mercado a novo método de tirar um extra entre uma turnê e outra, são mil as explicações. Só não dá para ser contra extorsivas táticas de mercados no mesmo momento em que criam outras, mas que são consideradas OK pelo fato de o dinheiro possuir caminho certo: o bolso dos senhores Colin Greenwood, Jonny Greenwood, Ed O'Brien, Phil Selway e Thom Yorke.

I WANNA MAKE A VIDEO

Acabei de conhecer o Wallpaper. e que a melhor frase que eu consegui pensar pra definir a música deles é “se o ‘Hermes e Renato’ fossem hipsters, ao invés de metaleiros, o Massacration soaria exatamente assim.” Sério.

O clipe de “T-Rex” é bem engraçado e a música um electro-hip-hop-chiclete cheio de vocoders safados e notas de sintetizadores a la Kissy Sell Out. Viciante e cheio de potencial.



Wallpaper. – T-Rex

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A-Trak tem um recado para te dar

“Olá senhor

Como você sabe, eu fiz um remix para “Beeper” de Count e Hello Sinden. Infelizmente quando a gravadora masterizou houve um erro e o engenheiro cortou os primeiros segundos da faixa. Quando a Domino me deixou ouvi-la o promo cd já estava circulando e mesmo tendo a arrumado para o lançamento cormercial, essa que é a versão que caiu em todos os blogs.

Aqui está a versão correta da minha faixa. É fácil notar a diferença: ela começa com um kick drum. Se você puder avisar as pessoas que elas provavelmente possuem uma versão errada e as encorajassem a baixar essa nova, ajudaria bastante.... Obrigado!”

A-Trak

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Ira Trevisan sai do CSS

Triste notícia para os fãs do CSS. A baixista e uma das criadoras da banda, Iracema Trevisan, acabou de fazer seu último show com o grupo em Perth, Austrália.

Segundo Adriano Cintra, baterista e produtor da banda, a saída de Ira é amigável e ocorreu porque ela quer se dedicar aos estudos. A futura ex-baixista é graduada em moda, já trabalhou com Alexandre Herchcovitch, e agora deseja começar sua pós-graduação.

A vaga da banda será preenchida pelo próprio Adriano, que já cuidava do instrumento nos shows em faixas mais trabalhosas como "Let's Make Love and Listen Death From Above".

No seu lugar, somente nas apresentações ao vivo, as baquetas ficarão a cargo do ex-baterista do Cooper Temple Clause, Jon Harper, que atualmente é roadie da banda e segundo Adriano, um ‘baterista muito melhor que ele'.

'Banda que rouba designer não pode reclamar de produtor' ou 'Quando o Karma vem te pegar'

Essa vai pro meu amigo Timbaland, que está sendo processado pelo Crystal Castles por usar um sample deles ilegalmente. Um designer gráfico postou em seu blog uma série de troca de e-mails com a dupla canadense porque eles roubaram a imagem da Madonna que ele fez. E eu to do lado do oriente nessa!

Ta usando material alheio? Tem que pagar, safado. Vamos acompanhar a treta na visão do lesado (lembrem-se que ele tá puto e pessoas putas distorcem um pouco os fatos).

“Uma dupla de crianças estúpidas fazendo coisas eletrônicas que decidiram usar minha arte para a primeira capa do 7” deles sem se importar em pedir permissão – a mesma imagem também foi roubada nas camisetas “oficiais” do Crystal Castles. A desculpa deles?

“Nós achamos a imagem num flyer velho, sem crédtio, então nós não sabíamos quem havia feito ou pra quem perguntar. Nós pensamos que se usássemos a imagem, o artista eventualmente iria se apresentar.”

Bem, o artista não demorou muito para se apresentar, e depois gastou meses ouvindo as mesmas desculpas e promessas, mas nunca ganhou nada. Nem uma cópia do vinil. Tudo o que eles fizeram foi me creditar no site deles (aka página do myspace) pelo design da camiseta, como se isso tornasse tudo bem. O 7” esgotou super rápido, então eu pedia para eles pararem de vender somente as camisetas.


Isso foi lá em 2006, e aqui estamos em 2008 e eu ainda não recebi nada e eles ainda vendem as camisetas sem meu consentimento! E de alguma fora, eles conseguiram juntar um milhão de ‘amigos’(idiotas e igualmente adolescentes imaturos do myspace embarcando na moda e se achando super-cool) e estão rindos de serem chamados a melhor banda nova desde os Beatles ou algo do tipo! Ok, eu admito eu gostei da música deles, mas o charme tende a diminuir e o som deles se perde o gosto bem rápido – basicamente eles são um
Kap Bambino diluído.

A imagem

Ah, eu também descobri que a gravadora deles vão lançar o cd de estréia do Crystal Castles, com a minha capa (sem licença e, sem dúvida nenhuma, sem crédito) e já estão aceitando as pré-ordens. Eles estão vendendo essa versão como uma edição limitada da ‘capa banida’.
Como mandei um e-mail para a gravadora e fui ignorado, minha esperança está no Crystal Castles. Eu dei o meu preço, e ele foi insignificante comparado com o tanto de camisetas e imagens de divulgação que eles fizeram/usaram sem minha permissão. Eu espero uma resposta.”

Alguns dias depois, o designer atualizou o blog com a seguinte informação:

“Crystal Castles pararam de vender as camisetas – pelo menos pela loja virtual deles, acho que as camisetas restantes serão vendidas na turnê. Eles me prometeram algum dinheiro, mas eu já ouvi essa promessa antes. Eles também pediram para a Last Gang Records para parar a venda de CDs com a minha capa. Mas parece que eles não tem intenção alguma de cooperar com alguém a não ser os próprios rabos. Afinal, medidas judiciais podem ser tomadas fácil como mijar.”

Adoro escândalo! Única coisa que eu fiquei chateado é que eu não tive a chance de comprar uma camiseta da Madonna. E mesmo sendo ‘arte roubada’, essa camiseta é incrivelmente cool. Bosta.

Ah, e como eu nunca tinha pensando no Crystal Castles sendo cria do Kap Bambino?

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Crystal Castles - Crimewave (Lazrtag Remix)*

*remix enviado por e-mail pelo própria dupla. Confira mais produções do Lazrtag no myspace da dupla. Vou ficar de olho.

Partying like 2005

O que ta acontecendo com remixes novos de hits (considerados) mortos? Tenho que dizer que não esperava que alguém fosse corajoso o bastante para perder tempo remixando “FaFaFa” do Datarock e “House Of Jealous Lover” do Rapture. Mas ainda bem que eu estava errado...

Dandy with Dandruffs pegou o hino do dance-punk manteve os instrumentos percussivos e o sax enquanto uma mulher X fala sobre o bootleg. O resultado não ficou ruim, mas perto da original come uma poeira monstro. Monstro tipo Cloverfield.

Já o MIAMIHORROR, produtor/DJ australiano, ressuscitou o Fafafa de “FaFaFa” e matou todo o resto. E a base é monstruosa. Godzilla style. Eu sou muito fã de toda essa nova geração de produtores revitalizando os anos 80 sem soar cafona ou ter que reviver as ombreiras. Ombreiras não são legais. Fica a dica.